DESASSOSSEGO


14/04/2006


Soneto de fidelidade   

De tudo, ao meu amor serei atento

Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto

Que mesmo em face do maior encanto

Dele se encante mais meu pensamento.

 

Quero vivê-lo em cada vão momento

E em seu louvor hei de espalhar meu canto

E rir meu riso e derramar meu pranto

Ao seu pesar ou seu contentamento.

 

E assim, quando mais tarde me procure

Quem sabe a morte, angústia de quem vive

Quem sabe a solidão, fim de quem ama

 

Eu possa me dizer do amor (que tive):

Que não seja imortal, posto que é chama

Mas que seja infinito enquanto dure.

Vinicius de Moraes

Escrito por Míriã Barbosa às 18h24
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DEIXA ACONTECER  

Ah! Não tente explicar

Nem se desculpar

Nem tente esconder

Se vem do coração

Não tem jeito, não

Deixa acontecer

 

O amor é essa força incontida

Desarruma a cama e a vida

Nos fere, maltrata e seduz

E feito uma estrela cadente

Que risca o caminho da gente

Nos enche de força e de luz

Vai debochar da dor

Sem nenhum pudor

Nem medo qualquer

Ah! Sendo por amor

Seja como for

E o que Deus quiser 

Toquinho Vinicius de Moraes

Escrito por Míriã Barbosa às 18h19
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Ritos de passagem 

As lágrimas apagam o fogo.
O tempo apaga as fotos.
Os filhos apagam as velas do bolo
e tudo fica eterno.
O branco amarela.
A vida embranquece depois da negritude.
O mundo se colore e tudo é só um instante.
 

(Graciela Selaimen)

Escrito por Míriã Barbosa às 18h17
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Podem ser só pensamentos.
As vezes nem existem brisas!
Aqui trancado no quarto.
Só uma coisa me intriga.
De onde sopra este vento.
De onde sopra este vento.

Escrito por Míriã Barbosa às 18h15
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Vou Deixar - (Samuel Rosa - Chico Amaral) 

Vou deixar a vida me levar / Pra onde ela quiser
Estou no meu lugar / Você já sabe onde é / É, não conte o tempo por nós dois
Pois, a qualquer hora posso estar de volta / Depois que a noite terminar
Vou deixar a vida me levar / Pra onde ela quiser / Seguir a direção
De uma estrela qualquer / É, não quero hora pra voltar, não
Conheço bem a solidão, me solta / E deixa a sorte me buscar
Eu já estou na sua estrada / Sozinho não enxergo nada / Mas vou ficar aqui
Até que o dia amanheça /Vou me esquecer de mim / E você, se puder, não me esqueça
Vou deixar o coração bater / Na madrugada sem fim / Deixar o sol te ver
Ajoelhada por mim, sim / Não tenho hora pra voltar, não
Eu agradeço tanto a sua escolta / Mas deixa a noite terminar
Não, não, não quero hora pra voltar, não / Conheço bem a solidão, me solta
E deixa a sorte me buscar / Não, não, não tenho hora pra voltar, não
Eu agradeço tanto a sua escolta / Mas deixa a noite terminar

Escrito por Míriã Barbosa às 17h46
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Três Lados (Samuel Rosa / Chico Amaral)
" Escutei alguém abrir os portões / Encontrei no coração multidões / Meu desejo e meu destino brigaram como irmãos / E a manhã semeará outros grãos / Você estava longe, então / Por que voltou / Com olhos de verão / Que não vão entender? / Cada um terá razões ou arpões / Dediquei-me às suas contradições, fissões, confusões / Meu desejo, seu bom senso, raivosos feito cães / E a manhã nos proverá outros pães / Somos dois contra a parede e tudo tem três lados / E a noite arremessará outros dados / Os deuses vendem quando dão / Melhor saber / Seus olhos de verão / Que não vão nem lembrar / E quanto a mim, te quero, sim / Vem dizer que você não sabe / E quanto a mim, não é o fim / Nem há razão pra que um dia acabe " 

 

Escrito por Míriã Barbosa às 17h45
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Chegar,
Como brisa que atravessa a janela.
Soprando de leve,
As brumas do passado.

Chegar,
Como o barco.
Trazendo alegrias,
Após enfrentar as procelas sombrias.

Chegar,
Como a saudade.
Que bate,
De manso, no coração.

Chegar,
Como Chuva, fininha,
Mansinha, criadeira, 
Necessária e tão querida.

Ficar,
Nas lembranças do passado,
Nas estampas do presente,
A retratar nosso ontem no hoje.

Ficar,
Para sempre.
Na imagem nunca esquecida,
Dos que nos são tão queridos.

A vida,
É chegar e ficar,
Para sempre.
Vida nunca será partida.


Cecília Meireles

Escrito por Míriã Barbosa às 17h39
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“Cada qual de nós, seja de onde for, está sempre construindo a vida que deseja.

  vida por fora de nós é a imagem daquilo que somos por dentro.

 

Viver é a lei da natureza, mas a vida pessoal é a obra de cada um.

 

Seu ideal é o seu caminho, tanto quanto seu trabalho é você."

Escrito por Míriã Barbosa às 17h35
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Como estiveres, Deus te guarde.

 

Como penses, Deus te use.

 

Onde te encontres, Deus te ilumine.

 

Com quem estejas, Deus te guie.

 

No que fizeres, Deus te ampare.

 

Em todos os teus passos, Deus te abençoe.

 

Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Escrito por Míriã Barbosa às 17h31
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" A janela da alma tem a vista mais privilegiada da vida"

Escrito por Míriã Barbosa às 17h17
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Diálogo



Falo a ti de boca aberta
ao pé do ouvido
na hora do sono
ao te ver passar;
Falo a ti de lábios vermelhos
de perfume artificial
com marcas pelo seu corpo;
Falo a ti sem deixar de lado
a paixão pelo diálogo
pelas palavras e seus sons;
Falo a ti de boca fechada
e o espírito aberto
falo bem de perto
pra sentir tua respiração
pra te deixar de boca aberta.

Falo a ti sem comentários
sem detalhes
falo direto em teu ouvido
peço pra você vir comigo
pra deixar a voz calar;
Falo a ti sem pedir resposta
mas com ouvidos de ver
sua boca se mexer
pra deixar tudo de lado
pra só ser diálogo.

ALEXANDRE COSTA

Escrito por Míriã Barbosa às 17h12
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Viver uma experiência amorosa é um dos maiores prazeres da vida.

Gostar é sentir com a alma, mas expressar os sentimentos depende das idéias de cada um.

Condicionamos o amor às nossas necessidades neuróticas e acabamos com ele.

Vivemos uma vida tentando fazer com que os outros se responsabilizem pelas nossas necessidades enquanto nós nos abandonamos irresponsavelmente. Queremos ser amados e não nos amamos, queremos ser compreendidos e não nos compreendemos, queremos o apoio dos outros e damos o nosso a eles. Quando nos abandonamos, queremos achar alguém que venha a preencher o buraco que nós cavamos.

As insatisfações, o vazio interior, se transformam na busca contínua de novos relacionamentos, cujos resultados frustrantes se repetirão.

Cada um é o único responsável pelas suas próprias necessidades.

Só quem se ama pode encontrar em sua vida UM AMOR DE VERDADE.

(Luiz Gasparetto)

 

Escrito por Míriã Barbosa às 16h25
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Afinidade não é o mais brilhante, mas é o mais sutil, delicado e penetrante dos sentimentos.  O mais independente.

Não importa o tempo, a ausência, os adiamentos, as distâncias, as impossibilidades.  Quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação, o diálogo, a conversa, o afeto, no exato ponto onde foi interrompido.

Afinidade é não haver tempo medindo a vida.  É uma vitória do adivinhado sobre o real.  Do subjetivo sobre o objetivo.  Do permanente sobre o passageiro.  Do básico sobre o superficial (da esperança sobre a experiência).

Ter afinidade é muito raro.  Mas quando existe não precisa de códigos verbais para se manifestar.  Existia antes do conhecimento, irradia durante e permanece depois que as pessoas deixaram de estar juntas.  O que você tem dificuldade de expressar a um não afim,  sai simples e claro com quem você tem afinidade.

Afinidade é ficar de longe pensando parecido a respeito dos mesmos fatos que impressionam, comovem ou mobilizam.  É ficar conversando sem trocar palavras.  É receber o que vem do outro com aceitação anterior ao entendimento.

Afinidade é sentir com.  Nem sentir contra, nem sentir para, nem sentir por, nem sentir pelo.  Quanta gente ama loucamente, mas sente contra o amado.  Quantos amam e sentem para o ser amado, não para eles próprios.

Sentir com é não ter necessidade de explicar o que está sentindo.  É olhar e perceber.  É mais calar do que falar.  Ou quando é falar, jamais explicar: apenas afirmar.

Afinidade é jamais sentir por.  Quem sente por, confunde afinidade com masoquismo.  Mas quem sente com, avalia sem contaminar.  Compreende sem ocupar o lugar do outro.  Aceita para poder questionar.  Quem não tem afinidade, questiona por não aceitar.

A afinidade não precisa de amor.  Pode existir com ou sem ele.  Independente dele.  A quilômetros de distância.  Na maneira de falar, de escrever, de andar, de respirar.  Há afinidade por pessoas (não seria com pessoas ?)  a quem apenas vemos passar, por vizinhos com quem nunca falamos e de quem nada sabemos.  Há afinidade com pessoas de outros continentess a quem nunca vemos, veremos ou falaremos.

A afinidade é singular, discreta e independente, porque não precisa de tempo para existir.  Afinidade é adivinhação de essências não conhecidas nem pelas pessoas que as têm.  Afinidade é retomar a relação do ponto onde parou, sem lamentar o tempo da separação.  Porque tempo e separação nunca existiram.  Foram apenas a oportunidade dada (tirada) pela vida, para que a maturação comum pudesse se dar.  E para que cada pessoa pudesse e possa ser, cada vez mais, a expressão do outro sob a forma ampliada e refletida do eu individual aprimorado.   

Arthur da Távola

 

Escrito por Míriã Barbosa às 16h24
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Faça de conta que a tristeza não existe e que seu coração pode se consolar facilmente com qualquer coisa. Faça de conta que os problemas só aparecem de vez em quando e são solucionados num piscar de olhos, sem muito esforço. Desafie o tempo e corra de peito aberto ao encontro da vida e da felicidade como um todo. Desafie os inimigos, seja superior a todos eles e marque um encontro com seu verdadeiro eu, se possível todos os dias...

(desconheço o autor)

Escrito por Míriã Barbosa às 16h13
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TEMPO

Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança
fazendo-a funcionar no limite da exaustão.

Doze meses dão para qualquer ser humano
se cansar e entregar os pontos.

Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez
com outro número e outra vontade de acreditar
que daqui para adiante vai ser diferente...

...Para você,
Desejo o sonho realizado.
O amor esperado.
A esperança renovada.

Para você,
Desejo todas as cores desta vida.
Todas as alegrias que puder sorrir.
Todas as músicas que puder emocionar.

Para você neste novo ano,
Desejo que os amigos sejam mais cúmplices,
Que sua família esteja mais unida,
Que sua vida seja mais bem vivida.

Gostaria de lhe desejar tantas coisas.
Mas nada seria suficiente...

Então, desejo apenas que você tenha muitos desejos.
Desejos grandes e que eles possam te mover a cada minuto,
ao rumo da sua FELICIDADE!!!

(Carlos Drummond de Andrade)

Escrito por Míriã Barbosa às 16h07
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13/04/2006


Você é a única pessoa viva que tem a custódia exclusiva da sua vida.

Da sua própria vida.

De toda sua vida.

Não apenas da sua vida no trabalho, no ônibus, no carro ou

sentada na frente do computador.

Não apenas a vida da sua mente,

mas a vida do seu coração.

Não apenas da sua conta bancária,

 mas da sua ALMA.

Portanto escolha ser FELIZ,

MUITO FELIZ....

O Importante é o que fazemos de nós mesmos...

 

Escrito por Míriã Barbosa às 00h38
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12/04/2006


Estamos vivendo estes vários personagens na vida

e acreditando ser o personagem.

Não! Não somos os personagens.

Somos os interprétes,

a essência,

- o que permite o personagem atuar.

 

Autor :Júlio César Machado

Escrito por Míriã Barbosa às 22h32
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Amai-vos uns aos outros,

 mas não façais do amor um grilhão.

Que haja antes um mar ondulante

 entre as praias de vossas almas.

Enchei a taça um do outro, mas não

bebais na mesma taça.

Dai de vosso pão um ao outro, mas não

comais no mesmo pedaço.

Cantai e dançai juntos, e sedes alegres,

mas deixai cada um de vós estar sozinho.

Assim como as cordas da lira são separadas e,

no entanto, vibram na mesma harmonia.

 

Dai vossos corações, mas não confieis à guarda

um do outro.

Pois somente a mão da vida pode conter

vossos corações.

E vivei juntos, mas não vos aconchegueis demais,

pois as colunas do templo erguem-se separadamente.

E o carvalho e o cipreste

não crescem à sombra um do outro.

Kalil Gibran - Livro Amor e Mudança

Escrito por Míriã Barbosa às 22h26
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11/04/2006


“A cada dia que vivo, mais me convenço de que
o desperdício da vida está no amor que não damos,
nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca
e que, esquivando-nos do sofrimento,
perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional.”

(Carlos Drummond de Andrade)
Do blog da minha amiga Lú -

Escrito por Míriã Barbosa às 20h34
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Sonhos...


"Os sonhos são como o vento,
você o sente, mas não sabe de onde ele vem e nem para onde vai.
Os sonhos inspiram o poeta,
animam o escritor,
dão ousadia ao líder,
Eles nascem como flores nos terrenos da inteligência
e crescem nos vales secretos da mente humana.
Os sonhos trazem saudade para a emoção,
transformam os inseguros em seres humanos de raro valor,
fazem os tímidos terem golpes de ousadia
e os derrotados serem construtores de oportunidades.
Se você tiver medo das tempestades,
nunca navegara pelos mares desconhecidos,
jamais conquistará outros continentes.
Os perdedores vêem a tempestade,
os vencedores vêem por trás das densas nuvens os raios de sol."
( Blog da Lu -Eclipse)

Escrito por Míriã Barbosa às 20h30
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O amor é uma longa estrada

Cada vez você deve estar antento

Pq quando se corremos é perigoso e qto mais veloz mais perigoso!

No amor é igual, quando se corre, quando se ama demais no final  bum!!!

Eis o perigo...

Quando vamos devagar amamos menos, se esta mais tranquilo, quando se ama subito é mais perigoso.

Entao qual a melhor velocidade?

Eu tendencialmente quando posso, corro!

( Também do Blog da Nucinha - afinal somos tão parecidas)

Escrito por Míriã Barbosa às 11h03
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Eu quero você. Com toda a sede de quem quer tudo da vida, eu quero você.

Para viver, para morrer, para usar, para jogar fora e lamentar, eu quero te ter.

Agora, amanhã, ontem. Quero o calor das suas víceras e a frieza de um telefonema.

A certeza da sua pele e a dúvida do seu desejo.

Na inconstância do tempo, eu quero ter uma história para contar, uma lágrima para secar, um conselho para dar.

Eu quero ter mais, ter tudo, até conseguir ser alguma coisa.

[Sophia ]

Blog da Nucinha

 

Escrito por Míriã Barbosa às 10h59
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Se tu viesses ver-me hoje à tardinha
FLORBELA ESPANCA (1894-1930)
 
Se tu viesses ver-me hoje à tardinha,
A essa hora dos mágicos cansaços,
Quando a noite de manso se avizinha,
E me prendesses toda nos teus braços...

Quando me lembra: esse sabor que tinha
A tua boca... o eco dos teus passos...
O teu riso de fonte... os teus abraços...
Os teus beijos... a tua mão na minha...

Se tu viesses quando, linda e louca,
Traça as linhas dulcíssimas dum beijo
E é de seda vermelha e canta e ri

E é como um cravo ao sol a minha boca...
Quando os olhos se me cerram de desejo...
E os meus braços se estendem para ti...

Escrito por Míriã Barbosa às 10h52
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